Como trabalham as agências receptivas com as agências emissoras
Uma agência receptiva pode ter excelentes fornecedores, conhecer perfeitamente um destino e contar com uma grande capacidade operacional.
No entanto, nada disso gera valor se não existir uma relação sólida com as agências emissoras que comercializam essas viagens.
A colaboração entre agências emissoras e receptivas é um dos melhores exemplos de trabalho B2B dentro do setor do turismo. Duas empresas diferentes, com funções distintas, que partilham um mesmo objetivo: proporcionar a melhor experiência possível ao viajante.
Quando esta relação funciona corretamente, ambas as partes ganham competitividade, melhoram a sua proposta de valor e criam oportunidades de negócio a longo prazo.
Muito mais do que uma relação fornecedor-cliente
Um dos erros mais comuns é encarar a agência receptiva apenas como um fornecedor de serviços. Na realidade, as relações mais bem-sucedidas tendem a desenvolver-se como verdadeiras parcerias profissionais.
A agência emissora contribui com:
-
- conhecimento do cliente
- capacidade comercial
- aconselhamento
- venda
A agência recetiva contribui com:
-
- conhecimento local
- capacidade operacional
- fornecedores
- assistência no destino
- resolução de incidentes
Quando ambas as partes trabalham de forma coordenada, o resultado é muito superior à simples soma das suas partes.
A confiança constrói-se viagem após viagem
A confiança é, provavelmente, o ativo mais importante nesta relação.
Uma agência emissora precisa de ter noção como a receptiva irá responder quando surgir um problema.
E uma agência receptiva precisa de confiar que a informação recebida sobre o cliente, o grupo ou as necessidades da viagem é correta.
Por esse motivo, muitas colaborações que começam com uma reserva pontual acabam por transformar-se em relações profissionais de vários anos.
No setor do turismo, a confiança é geralmente construída através de resultados, capacidade de resposta e cumprimento constante dos compromissos assumidos.
Comunicação contínua antes, durante e depois da viagem
As melhores relações entre agências emissoras e receptivas caracterizam-se, geralmente, por uma comunicação fluida.
Antes da viagem:
-
- definição do programa
- necessidades especiais
- documentação
- coordenação de serviços
Durante a viagem:
-
- acompanhamento operacional
- incidentes
- alterações de última hora
- assistência ao cliente
Depois da viagem:
-
- avaliação dos resultados
- identificação de melhorias
- desenvolvimento de novas propostas
Esta comunicação contínua permite que ambas as empresas evoluam e melhorem em conjunto.
O desenvolvimento conjunto de produto
As agências receptivas não se limitam a executar programas.
Também podem tornar-se uma fonte constante de novas ideias.
O seu conhecimento do destino permite-lhes identificar:
-
- experiências emergentes
- novos fornecedores
- tendências de mercado
- oportunidades de diferenciação
Por isso, muitas agências emissoras trabalham em conjunto com as suas receptivas para atualizar itinerários, incorporar experiências exclusivas ou desenvolver novos produtos adaptados à procura atual.
Quando surge um problema, a relação é posta à prova
É fácil que uma colaboração funcione quando tudo corre conforme o previsto.
A verdadeira prova surge quando aparecem situações como:
-
- fenómenos meteorológicos
- cancelamentos operacionais
- incidentes com fornecedores
- alterações de última hora
- necessidades inesperadas do cliente
É nestes momentos que se percebe verdadeiramente o valor de uma agência receptiva comprometida.
A rapidez para propor alternativas, reorganizar serviços ou minimizar o impacto no viajante pode fazer a diferença entre um incidente bem gerido e um problema reputacional para a agência emissora.
Crescimento mútuo e novas oportunidades
As relações mais sólidas tendem a gerar benefícios para ambas as partes.
A agência emissora consegue:
-
- alargar a oferta de destinos
- proporcionar melhores experiências
- reduzir riscos operacionais
A agência receptiva obtém:
-
- estabilidade comercial
- acesso a novos mercados
- crescimento sustentado
Esta colaboração cria um círculo de confiança que beneficia tanto as empresas envolvidas como os viajantes.
O valor de pertencer a uma rede profissional
Muitas das melhores colaborações no setor surgem através de recomendações, contactos profissionais e experiências partilhadas.
Por isso, é tão importante fazer parte de ambientes onde agências, fornecedores e especialistas em turismo possam conhecer-se e gerar oportunidades de negócio.
Neste sentido, a DIT disponibiliza um ecossistema profissional onde agências com diferentes perfis partilham experiências, estabelecem colaborações e descobrem novos parceiros estratégicos para desenvolver os seus projetos.
Conclusão
As relações entre agências emissoras e receptivas vão muito além da contratação pontual de serviços.
Constroem-se com base na confiança, na comunicação, no conhecimento partilhado e em objetivos comuns.
Quando esta colaboração amadurece, a agência receptiva deixa de ser apenas um fornecedor e transforma-se num verdadeiro parceiro estratégico, capaz de ajudar a agência emissora a crescer, a diferenciar-se e a proporcionar uma melhor experiência aos seus clientes.
Quer saber como muitas agências constroem relações sólidas com receptivas de confiança e transformam essas colaborações numa vantagem competitiva?
Mostramos-lhe quais os elementos que fazem funcionar estas parcerias, como se desenvolvem na prática e por que razão uma boa rede profissional continua a ser um dos ativos mais valiosos do setor do turismo.
A DIT dá-lhe acesso a mais de 150 agências recetivas (DMC’s) verificadas de acordo com os nossos padrões de qualidade e avaliadas continuamente pela nossa rede de profissionais do setor (agências emissoras do grupo que as avaliam com base na sua experiência com essas agências recetivas).